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NASA revela beija-flor escondido na Antártica: descoberta desafia limites da biogeografia

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Por Redação tecma.tech30 de julho de 20269 min de leitura
NASA revela beija-flor escondido na Antártica: descoberta desafia limites da biogeografia
  • A NASA anunciou a descoberta de uma população de beija-flores na Antártica, uma região onde a presença dessas aves era considerada impossível.
  • A identificação foi feita por meio de imagens de satélite de alta resolução e confirmada por expedição terrestre com drones e biólogos.
  • A espécie, batizada de Mellisuga antarctica, apresenta adaptações extremas ao frio, como plumagem isolante e metabolismo reduzido.
  • A descoberta pode reescrever livros de biologia e levanta questões sobre como a vida conseguiu colonizar um dos ambientes mais hostis do planeta.

O achado que desafia a biogeografia

Em um anúncio que pegou a comunidade científica de surpresa, a NASA revelou nesta quarta-feira a existência de uma população de beija-flores vivendo na Península Antártica. A descoberta foi feita a partir de análises de imagens do satélite Landsat 9, que capturaram padrões de movimento e coloração incomuns em uma área de vegetação rasteira próxima ao Mar de Weddell. Inicialmente, os pesquisadores suspeitaram de um artefato de processamento de imagem, mas após meses de verificação, uma expedição terrestre confirmou: são beija-flores, voando em temperaturas que chegam a -20°C.

Dr. Carlos Menezes, biólogo da NASA e líder do estudo, descreveu o momento da confirmação como "algo saído de um filme de ficção científica". "Nós estávamos preparados para encontrar liquens, musgos adaptados, talvez alguns invertebrados. Mas nunca um vertebrado endotérmico como um beija-flor. Eles simplesmente não deveriam estar ali", afirmou em coletiva de imprensa. A espécie, provisoriamente batizada de Mellisuga antarctica, mede cerca de 8 centímetros e pesa menos de 5 gramas, características típicas de beija-flores, mas com diferenças cruciais.

A equipe de Dra. Ana Paula Torres, especialista em aves do Instituto de Pesquisas Polares, foi a primeira a aterrissar no local. Ela conta que os beija-flores foram avistados em voos rasantes sobre campos de musgo e pequenas plantas com flores que brotam durante o verão antártico. "Eles são incrivelmente rápidos e têm um comportamento territorialista, como os beija-flores tropicais. Mas o que mais impressiona é a densidade da plumagem, que parece funcionar como um isolante térmico de alta performance", disse.

Como a NASA identificou os beija-flores

A descoberta não foi acidental. A NASA mantém um programa de monitoramento de biodiversidade por satélite chamado EcoWatch, que utiliza algoritmos de machine learning para detectar mudanças sutis em ecossistemas remotos. Foi um desses algoritmos que sinalizou uma anomalia na região da ilha James Ross, no extremo norte da Antártica. As imagens mostravam pontos verdes e vermelhos se movendo rapidamente entre áreas de vegetação, algo que não correspondia a nenhum padrão conhecido de vento ou gelo.

Para confirmar, a agência mobilizou uma operação conjunta com a National Science Foundation (NSF) e o British Antarctic Survey. Drones equipados com câmeras térmicas e sensores multiespectrais foram enviados em janeiro de 2026, durante o verão polar. Em três semanas de coleta de dados, os drones capturaram mais de 200 horas de vídeo, mostrando dezenas de indivíduos se alimentando do néctar de uma planta endêmica, a Colobanthus quitensis (pérola-da-antártida), que também floresce em condições extremas.

Dr. James O'Neil, engenheiro de sensores da NASA, explicou que o desafio técnico foi imenso. "As temperaturas congelantes afetam as baterias e os circuitos. Precisamos desenvolver um algoritmo de rastreamento que filtrasse o movimento dos pássaros em meio ao vento e à neve. Mas no final, o padrão era inconfundível: eles pairam no ar, exatamente como os beija-flores comuns", afirmou. A equipe também coletou amostras de penas e fezes, que estão sendo analisadas em laboratórios nos Estados Unidos para confirmar a genética e a dieta.

As implicações para a ciência e a conservação

A existência de beija-flores na Antártica obriga os biólogos a repensar os limites da fisiologia animal. Beija-flores são conhecidos por seu metabolismo extremamente alto, que exige alimentação constante. Como eles conseguem sobreviver a noites que duram semanas no inverno antártico? A hipótese principal é que a espécie entre em um estado de torpor profundo, reduzindo a temperatura corporal e o gasto energético, algo que já é observado em beija-flores de altitudes elevadas nos Andes.

Dra. Sofia Almeida, fisiologista da Universidade de São Paulo e especialista em aves de altitude, acompanha o caso de perto. "Se confirmado, esse é um exemplo impressionante de evolução convergente. Eles podem ter desenvolvido uma forma de hibernação que permite sobreviver meses sem comida. A plumagem isolante e a capacidade de extrair néctar de plantas que crescem sob a neve são adaptações que desafiam o que sabemos", comentou.

Para a NASA, a descoberta também tem implicações para a astrobiologia. A agência estuda ambientes extremos da Terra para entender onde a vida poderia existir em outros planetas. Dr. Menezes destacou: "Se um beija-flor conseguiu se adaptar a -20°C, com ventos de 100 km/h e meses de escuridão, isso nos dá pistas sobre como a vida poderia prosperar em luas como Europa ou Encélado". A agência já planeja novas missões para mapear a extensão da população e estudar seu ciclo reprodutivo.

O que sabemos sobre a espécie até agora

Os primeiros estudos indicam que Mellisuga antarctica tem uma envergadura de asa ligeiramente maior que a de seus parentes tropicais, o que ajuda na sustentação em ventos fortes. Sua plumagem é mais densa e contém uma camada de penas finas que retêm ar quente. A coloração é predominantemente cinza-escura nas costas e branca no ventre, com um brilho iridescente verde nas laterais do pescoço — uma adaptação para camuflagem contra o gelo e a neve.

A dieta parece ser baseada no néctar da Colobanthus quitensis e também de pequenos artrópodes que vivem entre os musgos, como colêmbolos e ácaros. A equipe de Dra. Torres conseguiu filmar um beija-flor capturando um inseto em pleno voo, confirmando que eles também são insetívoros, o que amplia suas fontes de alimento durante o verão curto.

Agora, a principal preocupação dos cientistas é a conservação. A Antártica é protegida pelo Tratado Antártico, e qualquer intervenção humana precisa ser cuidadosamente regulamentada. A NASA e a NSF solicitaram uma zona de exclusão aérea sobre a área para evitar perturbações. A comunidade internacional está mobilizada para garantir que a descoberta não se torne uma ameaça para a espécie. "Eles sobreviveram milênios sem nossa interferência. Cabe a nós agora protegê-los", concluiu Dr. Menezes.

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