Samsung apresenta Galaxy Watch 7 e Watch Ultra: novos smartwatches focam em saúde e inteligência artificial

- A Samsung revelou oficialmente o Galaxy Watch 7 e o Galaxy Watch Ultra, sucessores dos modelos anteriores, com foco em monitoramento de saúde e recursos de inteligência artificial.
- Os dispositivos trazem o novo processador Exynos W1000, sensor BioActive de segunda geração e integração com o Galaxy AI para análises preditivas de bem-estar.
- Os smartwatches chegam ao mercado brasileiro em agosto, com preços a partir de R$ 2.999 para o Watch 7 e R$ 4.999 para o Watch Ultra.
Corrida pela saúde conectada: Samsung eleva o padrão com Galaxy Watch 7 e Watch Ultra
A Samsung apresentou oficialmente seus mais novos smartwatches, o Galaxy Watch 7 e o Galaxy Watch Ultra, durante o evento Unpacked realizado em Seul. A linha chega com promessas de monitoramento biométrico ainda mais preciso, bateria de longa duração e uma integração mais profunda com o ecossistema Galaxy AI. Em um mercado cada vez mais competitivo, dominado pelo Apple Watch e por dispositivos da Garmin, a gigante sul-coreana aposta em inteligência artificial para transformar dados brutos em recomendações acionáveis de saúde.
O TM Roh, presidente da divisão Mobile e Wearables, destacou durante a apresentação que os novos wearables representam um salto na experiência do usuário. "Não estamos apenas medindo passos ou batimentos cardíacos; estamos criando um assistente de bem-estar que entende padrões e sugere ações preventivas", afirmou. O Galaxy Watch Ultra, em particular, é posicionado como um dispositivo para aventureiros e atletas, com certificação militar e resistência a temperaturas extremas.
Processador Exynos W1000 e sensor BioActive 2: o que muda no hardware
O coração dos novos relógios é o processador Exynos W1000, fabricado em processo de 3 nanômetros. A Samsung promete um ganho de 30% em desempenho de CPU e 50% em eficiência energética em relação ao chip anterior. Isso se traduz em uma interface mais fluida, suporte a animações mais complexas e, principalmente, maior autonomia de bateria. O Galaxy Watch 7 oferece até 40 horas com uso típico, enquanto o Watch Ultra chega a 60 horas, graças à bateria maior e ao modo de economia inteligente.
O sensor BioActive de segunda geração foi redesenhado para melhorar a captação de sinais ópticos. Agora com mais LEDs e fotodiodos, ele consegue medir simultaneamente frequência cardíaca, saturação de oxigênio, níveis de estresse e composição corporal com precisão comparável a dispositivos médicos de nível clínico. O Dr. Park Jin-woo, diretor do laboratório de saúde digital da Samsung, explicou que a coleta de dados é combinada com algoritmos de machine learning do Galaxy AI para detectar sinais precoces de arritmias ou apneia do sono. "O novo sensor capta a variabilidade da frequência cardíaca com apenas 30 segundos de leitura, algo que antes exigia minutos", detalhou.
Galaxy AI nos pulsos: análise preditiva e personalização
A grande novidade da linha é a integração com o Galaxy AI, o sistema de inteligência artificial da Samsung que antes estava restrito aos smartphones. No Watch 7 e Watch Ultra, o Galaxy AI atua como um copiloto de saúde. Ele analisa o histórico de métricas do usuário e sugere rotinas de exercícios, ajustes na alimentação e até horários ideais para dormir. O recurso "Energy Score" combina dados de sono, atividade e estresse em uma nota diária, algo similar ao que a Garmin oferece com o Body Battery, mas com recomendações geradas por IA.
Outro destaque é o "Voice Coach" durante os treinos: o assistente de voz fornece correções em tempo real sobre a postura e a respiração, usando os sensores inerciais e o microfone. Para isso, a Samsung firmou parceria com a startup de saúde digital Physim, que desenvolveu modelos de análise de movimento baseados em redes neurais. O CEO da Physim, Kim Hyun-soo, afirmou que a tecnologia é capaz de detectar até 15 tipos de exercícios diferentes com mais de 95% de precisão.
Galaxy Watch Ultra: o relógio para quem enfrenta o extremo
O Galaxy Watch Ultra é o primeiro smartwatch da Samsung com certificação MIL-STD-810H, que garante resistência a quedas, vibrações, umidade e temperaturas de -20°C a 55°C. Ele possui uma caixa de titânio grau 4, vidro de safira e uma coroa digital com proteção contra impactos. A tela Super AMOLED de 1,5 polegada atinge picos de 2.000 nits, ideal para leitura sob luz solar direta.
Além dos sensores de saúde, o Ultra inclui um altímetro barométrico dedicado, bússola de três eixos e GPS de dupla frequência (L1+L5), que melhora a precisão em trilhas e áreas urbanas com edifícios altos. O modo "Night Vision" reduz a saturação da tela para não atrapalhar a visão noturna, e o botão de ação lateral pode ser configurado para acionar a lanterna, iniciar uma gravação de emergência ou enviar coordenadas via SOS via satélite. A Samsung promete que o serviço de emergência via satélite estará disponível no Brasil ainda em 2025, dependendo de parcerias com operadoras.
Preço e disponibilidade no Brasil
Os novos smartwatches já estão em pré-venda no Brasil desde o dia do evento. O Galaxy Watch 7 chega nas versões de 40 mm e 44 mm, com conectividade Bluetooth ou LTE, e preços a partir de R$ 2.999. O Galaxy Watch Ultra, disponível apenas em 47 mm com LTE, custa R$ 4.999. As cores incluem cinza, prata e branco para o Watch 7, e titânio, cinza escuro e bege para o Ultra.
A Ana Paula Castro, diretora de produtos da Samsung Brasil, afirmou que a empresa espera um aumento de 20% nas vendas de wearables premium neste ano. "O brasileiro está cada vez mais preocupado com saúde e bem-estar, e o Galaxy Watch Ultra oferece robustez sem abrir mão do design elegante", comentou. A entrega está prevista para meados de agosto, e os compradores que efetuarem a pré-venda até o final de julho ganharão uma pulseira extra e um carregador sem fio.
Concorrência e posicionamento de mercado
Com esses lançamentos, a Samsung se posiciona para competir diretamente com o Apple Watch Ultra 2 e o Garmin Fenix 7. Enquanto o Apple Watch Ultra 2 aposta na integração com o ecossistema iOS e no design minimalista, e a Garmin foca em métricas esportivas avançadas e bateria de semanas, a Samsung tenta um meio-termo: oferecer inteligência artificial preditiva, design premium e compatibilidade com Android (inclusive com outros fabricantes além da própria Samsung).
O analista de tecnologia Carlos Martins, da consultoria IDC, acredita que a estratégia de usar o Galaxy AI como diferencial é acertada. "O mercado de smartwatches está maduro; o que falta é um software que realmente transforme dados em ações. A Samsung está na frente nesse quesito", avaliou. No entanto, ele alerta que a concorrência no segmento de ultra-resistência é acirrada, e a Garmin ainda domina a preferência de atletas de alto rendimento.
Perspectivas futuras e atualizações de software
A Samsung confirmou que o Galaxy Watch 7 e Watch Ultra receberão quatro anos de atualizações do sistema operacional (Wear OS 5, com One UI Watch 6) e cinco anos de patches de segurança. A empresa também promete novos recursos de IA ao longo do ciclo de vida, como o "Mindful Breathing" com biofeedback em tempo real e a função "Detecção de Quedas" aprimorada, que agora pode ligar automaticamente para serviços de emergência mesmo sem conexão celular, usando o recurso de SOS via satélite.
O vice-presidente de pesquisa da Samsung, Lee Jae-yong, mencionou que a empresa está investindo pesado em modelos de linguagem para saúde, que poderão, no futuro, interpretar exames de sangue ou de imagem a partir de dados coletados pelo smartwatch. "Acreditamos que o relógio será o centro da saúde preventiva, conectando médicos e pacientes de forma contínua", disse.
Com os Galaxy Watch 7 e Watch Ultra, a Samsung mostra que não quer apenas competir, mas redefinir o que um smartwatch pode fazer. A aposta em inteligência artificial, combinada com hardware robusto e preços competitivos, pode ser a receita para conquistar tanto os entusiastas de tecnologia quanto os atletas e aventureiros que buscam um único dispositivo para monitorar a saúde e enfrentar os desafios do dia a dia.