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Samsung prepara lançamento do Galaxy Z Fold 8, Flip 8 e Watch 9 com novidades em design e performance

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Por Redação tecma.tech22 de julho de 20269 min de leitura
Samsung prepara lançamento do Galaxy Z Fold 8, Flip 8 e Watch 9 com novidades em design e performance
  • Samsung deve lançar Galaxy Z Fold 8, Z Flip 8 e Galaxy Watch 9 no segundo semestre de 2025.
  • Vazamentos apontam para design mais fino, câmeras aprimoradas e chip Exynos 2500 nos dobráveis.
  • Galaxy Watch 9 pode trazer sensores de saúde avançados e bateria maior.
  • A empresa busca manter liderança no mercado de dobráveis frente à concorrência chinesa.
  • Preços devem se manter estáveis em relação aos modelos anteriores.

Samsung renova linha de dobráveis e relógio inteligente em 2025

A Samsung está se preparando para mais uma rodada de lançamentos importantes no segundo semestre de 2025. De acordo com informações obtidas pelo TecnoBlog e confirmadas por fontes ligadas à cadeia de suprimentos, a gigante sul-coreana deve apresentar o Galaxy Z Fold 8, o Galaxy Z Flip 8 e o Galaxy Watch 9 em um evento Unpacked previsto para agosto. A movimentação ocorre em um momento crucial para o mercado de smartphones dobráveis, que cresce ano a ano, mas enfrenta pressão de concorrentes como Huawei, Oppo e Xiaomi.

Os novos modelos chegam com promessas de refinamento de design, melhorias em câmeras e desempenho, além de integração mais profunda com o ecossistema Galaxy. O Galaxy Watch 9, por sua vez, deve consolidar a aposta da Samsung em saúde vestível, com sensores capazes de monitorar indicadores metabólicos e cardíacos com maior precisão.

Dobráveis mais finos e leves: o que esperar do Galaxy Z Fold 8 e Z Flip 8

O Galaxy Z Fold 8 deve ser o grande destaque da linha. Segundo vazamentos, a Samsung conseguiu reduzir a espessura do dispositivo em cerca de 10% em relação ao Z Fold 7, chegando a aproximadamente 12,1 mm quando fechado. O peso também caiu para algo em torno de 240 gramas, tornando o aparelho mais competitivo com rivais como o Huawei Mate X6 e o Oppo Find N5.

A tela interna deverá manter o formato de 7,6 polegadas, mas com brilho máximo de 2.600 nits e tecnologia Dynamic AMOLED 3X. A externa, de 6,3 polegadas, ganha bordas mais finas e proporção mais alongada, facilitando o uso com uma mão. A dobradiça foi redesenhada para ser mais resistente e permitir que o aparelho feche completamente sem folga — um problema recorrente em gerações anteriores.

No quesito câmeras, o Z Fold 8 deve trazer um conjunto triplo de 50 MP (principal), 12 MP (ultrawide) e 10 MP (telefoto com zoom óptico de 3x). A novidade fica por conta de um sensor de profundidade sob a tela interna (UDC) de 12 MP, que promete melhorar a qualidade de chamadas de vídeo sem comprometer a área de exibição.

O Galaxy Z Flip 8, por sua vez, mantém o formato compacto, mas com upgrades significativos. A tela externa (cover display) cresce de 3,4 para 3,8 polegadas, permitindo mais funcionalidades sem abrir o aparelho. A câmera principal de 50 MP com estabilização óptica deve ser a mesma do Fold 8, mas sem a lente telefoto. A bateria de 3.700 mAh é ligeiramente maior que a do Flip 7 (3.350 mAh), e o carregamento rápido agora chega a 45W com fio e 15W sem fio.

Ambos os modelos serão alimentados pelo chip Exynos 2500, fabricado no processo de 3 nm da Samsung Foundry. Esse processador promete ganhos de eficiência energética de até 30% em relação ao Exynos 2400, além de desempenho gráfico 40% superior graças à nova GPU AMD Radeon. A memória RAM será de 12 GB no Flip 8 e 16 GB no Fold 8, com opções de armazenamento de 256 GB, 512 GB e 1 TB.

Galaxy Watch 9: foco em saúde e bateria duradoura

A linha Galaxy Watch também recebe atualização. O Galaxy Watch 9 será o primeiro smartwatch da Samsung a utilizar o novo chip Exynos W1000, com núcleos Cortex-A78 e GPU Mali-G68. O desempenho geral deve ser 20% superior ao do Watch 8, e a eficiência energética permite que o relógio dure até 5 dias com uso moderado — contra 3 dias do modelo anterior.

A grande novidade, porém, está nos sensores. O Watch 9 contará com um sensor de glicose não invasivo, que utiliza espectroscopia de infravermelho para estimar os níveis de açúcar no sangue. A tecnologia ainda não é aprovada por órgãos reguladores como a FDA, mas a Samsung afirma que o recurso será disponibilizado como ferramenta de tendência, sem caráter diagnóstico. Além disso, o sensor BioActive de segunda geração agora monitora a pressão arterial com calibração automática e detecta fibrilação atrial com maior precisão.

O design do Watch 9 será semelhante ao do Watch 8, com caixa de aço inoxidável e pulseiras intercambiáveis. A tela Super AMOLED de 1,5 polegada (modelo de 44 mm) e 1,3 polegada (40 mm) mantém o brilho de 2.000 nits. A resistência à água é de 5 ATM e certificação IP68. O sistema operacional será o Wear OS 5 com a One UI Watch 6, trazendo integração mais fluida com smartphones Galaxy.

Preços e disponibilidade: estratégia de mercado

Os preços sugeridos para os novos dispositivos devem permanecer estáveis em relação à geração anterior. O Galaxy Z Fold 8 deve chegar ao mercado brasileiro com preço inicial de R$ 12.999, enquanto o Z Flip 8 deve custar a partir de R$ 7.999. O Galaxy Watch 9, por sua vez, será vendido por cerca de R$ 2.999 — valores que podem variar conforme a cotação do dólar e impostos.

A Samsung aposta na agressividade de campanhas de trade-in para atrair consumidores. Quem trocar um Galaxy Z Fold 7 ou Flip 7 poderá receber bônus de até R$ 3.000, além de descontos em acessórios como capas e carregadores. A empresa também deve lançar planos de assinatura (Galaxy Club) para oferecer atualização anual.

O mercado de dobráveis vive um momento de consolidação. Dados da IDC indicam que as vendas globais de smartphones dobráveis cresceram 45% em 2024, atingindo 22 milhões de unidades. A Samsung ainda lidera com 55% de participação, mas perdeu terreno para chineses como Huawei (18%) e Oppo (12%). Com o Z Fold 8 e Z Flip 8, a empresa tenta frear essa erosão e reforçar a percepção de que seus dobráveis são os mais maduros e confiáveis.

Impacto e expectativas para o mercado brasileiro

No Brasil, os smartphones dobráveis ainda são artigos de luxo, mas o interesse cresce. A Samsung deve repetir a estratégia de lançamento simultâneo com o mercado americano e europeu, o que significa que os brasileiros poderão comprar os aparelhos em agosto de 2025, logo após o evento Unpacked.

A fabricante também planeja expandir o número de assistências técnicas autorizadas com treinamento específico para reparos em telas dobráveis, um dos principais gargalos para a adoção em massa. A durabilidade dobradiça foi um dos pontos mais criticados no Z Fold 6 e Z Flip 6, e a Samsung promete que a nova geração terá vida útil de pelo menos 200 mil dobras — o equivalente a cinco anos de uso intenso.

Segundo analistas consultados, a expectativa é que a Samsung venda cerca de 50 mil unidades do Z Fold 8 e 80 mil do Z Flip 8 no Brasil nos primeiros seis meses. Já o Galaxy Watch 9 deve ultrapassar 200 mil unidades, impulsionado pelo interesse crescente em wearables focados em saúde.

A concorrência, no entanto, não dorme. A Motorola deve lançar o Razr 60 ainda em 2025, e a Xiaomi prepara o Mix Fold 5 com câmera Leica. A Huawei, apesar das restrições comerciais, continua a inovar com o Mate X6. Para manter a liderança, a Samsung precisa não apenas de hardware superior, mas de uma experiência de software que justifique o alto preço.

Com o One UI 7, baseado no Android 15, a empresa prometeu sete anos de atualizações para a linha Galaxy, incluindo os dobráveis. Isso pode ser um diferencial competitivo importante, já que a maioria dos concorrentes chineses oferece no máximo três anos. A integração com o Galaxy Watch 9 e os Galaxy Buds 4 também deve ser reforçada com recursos de Continuidade, como transferência de chamadas e notificações entre dispositivos.

Considerações finais sobre o futuro dos dobráveis

Os lançamentos de 2025 mostram que a Samsung está disposta a investir pesado para manter sua hegemonia no segmento de dobráveis. O Galaxy Z Fold 8 e Z Flip 8 trazem melhorias incrementais, mas importantes — design mais fino, câmeras melhores, chip mais eficiente e bateria maior. O Galaxy Watch 9, por sua vez, avança na área de saúde com sensores inovadores, ainda que dependam de aprovação regulatória.

A grande questão é se esses upgrades serão suficientes para convencer o consumidor a pagar mais de R$ 10 mil em um smartphone. A Samsung aposta na experiência diferenciada que apenas um dobrável oferece: tela grande que cabe no bolso, multitarefa avançada e design premium. Para quem já está no ecossistema Galaxy, a atualização será tentadora. Para quem está de fora, o preço ainda é uma barreira.

O mercado responde rápido. Se a Samsung não entregar o que promete, a concorrência está pronta para ocupar o espaço. Agosto de 2025 será decisivo.

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