Austrália dobra multa para big techs que não barram crianças
Austrália planeja dobrar multa contra redes sociais que não conseguirem afastar crianças menores de 16 anos, podendo cobrar mais de R$ 350 milhões das big techs.
Publicado em 29 de jun. de 2026, 14:09

O governo australiano anunciou planos de dobrar a multa aplicada a redes sociais que não conseguirem impedir o acesso de crianças menores de 16 anos às suas plataformas. A penalidade pode ultrapassar R$ 350 milhões, mirando diretamente as grandes empresas de tecnologia, conhecidas como big techs. A medida visa reforçar a proteção infantil no ambiente digital.
Atualmente, as plataformas já são obrigadas a adotar mecanismos de verificação de idade e bloqueio de contas de menores. Com a nova proposta, a multa mínima será elevada, tornando o descumprimento ainda mais custoso para empresas como Meta, TikTok e Google. O governo australiano busca criar um ambiente online mais seguro para crianças e adolescentes.
A proposta ainda precisa ser aprovada pelo parlamento australiano, mas já gerou reações divididas entre defensores da segurança infantil e representantes das big techs. Enquanto grupos de proteção à infância elogiam a iniciativa, empresas argumentam que a responsabilidade também deve ser compartilhada com pais e escolas. A expectativa é que o debate se intensifique nos próximos meses.