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Preço das Memórias RAM Deve Subir Mais 40% Até 2027, Aponta Analista

Publicado em 2 de jul. de 2026, 12:45

Preço das Memórias RAM Deve Subir Mais 40% Até 2027, Aponta Analista
  • * Um ex-executivo da Samsung, com mais de duas décadas no setor de semicondutores, prevê que os preços das memórias RAM registrarão alta acumulada de 40% até 2027.
  • * A previsão se baseia na continuidade da escassez de chips, um problema estrutural que começou em 2020 e que, segundo o analista, só será normalizado a partir de 2028.
  • * A demanda aquecida por computação em nuvem, inteligência artificial e dispositivos móveis supera a oferta, restringida por gargalos na cadeia, tensões geopolíticas e a transição para litografias mais avançadas.
  • * O impacto já atinge o varejo e o mercado corporativo: fabricantes de notebooks, servidores e consoles repassam os custos, enquanto data centers revisam orçamentos.
  • * Fabricantes como Samsung, SK Hynix e Micron tendem a se beneficiar com margens expandidas; o mercado financeiro reagiu com cautela, com leve alta nas ações do setor.
  • * Especialistas apontam riscos que podem atenuar a previsão, como a aceleração de novos projetos de fabs nos EUA e Alemanha, avanços em empacotamento ou uma desaceleração econômica global.
  • * Por outro lado, a crescente adoção de inteligência artificial e memórias de alta largura de banda (HBM) pressiona ainda mais a oferta, tornando a estimativa de 40% conservadora.
  • * Em conclusão, o cenário até 2027 é de preços elevados e oferta restrita, com normalização projetada apenas para 2028, exigindo planejamento de consumidores e empresas.
  • * A indústria de tecnologia mais uma vez enfrenta um ciclo de escassez que impacta desde o custo de pentes de memória até projetos de infraestrutura de dados.

O mercado global de memórias RAM está prestes a enfrentar um novo ciclo de pressão inflacionária. De acordo com um ex-executivo da Samsung que atuou por mais de duas décadas no setor de semicondutores, os preços das memórias devem registrar uma alta acumulada de 40% ao longo de 2027. A previsão se baseia na continuidade da escassez de chips, um problema que já afeta a indústria de eletrônicos desde 2020 e que, segundo o analista, não será resolvido antes de 2028. A afirmação foi feita durante um evento fechado do setor, repercutido por veículos especializados, e acendeu alertas entre fabricantes de hardware, montadoras e empresas de tecnologia que dependem desses componentes para seus produtos finais.

Do ponto de vista técnico, a memória RAM é um dos componentes mais sensíveis à dinâmica de oferta e demanda no mercado de semicondutores. A fabricação de chips de memória — tanto DRAM quanto NAND Flash — exige processos litográficos complexos e investimentos bilionários em fabs. Nos últimos trimestres, a demanda se manteve aquecida, puxada por setores como computação em nuvem, inteligência artificial e dispositivos móveis, enquanto a oferta foi restringida por gargalos na cadeia de suprimentos, disputas geopolíticas e a transição para litografias mais avançadas. O analista destaca que a capacidade de produção global não acompanhou o crescimento da demanda, criando um déficit estrutural que deve perdurar até 2028.

O impacto dessa alta já começa a ser sentido no varejo e no mercado corporativo. Fabricantes de notebooks, servidores e consoles de videogame podem repassar o aumento para o consumidor final, encarecendo produtos que já acumulam elevações nos últimos anos. Empresas de data center, que consomem grandes volumes de RAM para servidores, também devem rever seus orçamentos. Em contrapartida, a notícia é positiva para fabricantes de memória como Samsung, SK Hynix e Micron, que devem ver suas margens de lucro expandirem. O mercado financeiro reagiu com cautela, com ações do setor registrando leve alta nos pregões seguintes ao anúncio da previsão.

Especialistas apontam, no entanto, que a previsão pode não se concretizar integralmente caso haja aceleração em novos projetos de fabs em países como Estados Unidos e Alemanha, ou avanços em tecnologias de empacotamento que reduzam a dependência de litografias avançadas. Outro fator de risco é a desaceleração econômica global, que poderia reduzir a demanda por eletrônicos. Por outro lado, a crescente adoção de inteligência artificial — que exige memórias de alta largura de banda (HBM) — tende a pressionar ainda mais a oferta. O analista ressalta que a previsão de 40% é uma estimativa conservadora, dependendo de variáveis macroeconômicas e políticas.

Em conclusão, o cenário para o mercado de memórias RAM até 2027 é de preços elevados e oferta restrita, com a normalização projetada apenas para 2028. Consumidores e empresas devem se planejar para custos mais altos, enquanto fabricantes de semicondutores precisam acelerar a expansão de capacidade para evitar que o gargalo se torne crônico. A indústria de tecnologia, mais uma vez, se vê à mercê de ciclos de escassez que impactam desde o preço de um simples pente de memória até a viabilidade de projetos de infraestrutura de dados. A expectativa é de que os próximos meses tragam novas revisões de preços e anúncios de investimentos, definindo o rumo do setor nos próximos anos.

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Fontes consultadas: Conteúdo adaptado com base em curadoria editorial cruzando múltiplas fontes independentes.